quarta-feira, 30 de julho de 2008

Museu Agrícola de Montemor

Passaram-se 20 anos, desde a compra da primeira peça e a inauguração do Museu Agrícola de Montemor-o-Novo, em Agosto de 2001.
Referido no “Livro dos Museus”, do Ministério da Cultura, o Museu, cuja peça mais antiga, das mais de 3000 existentes em exposição, data de 1850, é todo ele obra de apenas uma pessoa: Isidoro Jeremias.

Foi a dedicação e gosto deste homem que, adquirindo (umas vezes comprando, outras recebendo como dádiva) alfaias, máquinas, mobiliário, fotografias, e muitos outros objectos, conseguiu erguer este espaço que tem hoje um espólio representativo da evolução da agricultura, da economia e até das transformações urbanas da região do Alentejo.

Visitado por muitos grupos, e por vários estudiosos, quer nacionais quer estrangeiros, o museu atravessa no entanto uma fase complicada, pois continua a viver apenas do trabalho e dedicação do seu proprietário, e a manutenção de todas as peças expostas (trabalho na totalidade feito pelo próprio, agora também com a ajuda do seu filho), e as despesas de iluminação (são umas centenas de lâmpadas) e de climatização do espaço são encargos difíceis de suportar.


Podendo ser visitado apenas por marcação para grupos (para evitar a existência de mais despesas com pessoal), este valioso património corre o risco de vir a ser vendido, e deslocado de Montemor, se não acontecer um acordo que o impeça.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Bombeiros Voluntários de Montemo-o-Novo

Numa época do ano em que os incêndios são sempre um problema grave do nosso dia-a-dia, não podíamos deixar de nos lembrar dos nossos voluntários.
Depois de várias tentativas falhadas, os voluntários de Montemor foram finalmente formados, em 10-08-1930, por um grupo de Montemorenses de que faziam parte o Dr. Alfredo Maria Praça Cunhal, o Eng. António Justino Mexia da Costa Praça, Jerónimo de Almeida Faria, Luís Pimenta de Aguiar, Francisco Simões Carneiro, e Luís Henrique Fragoso Amado.
A sua primeira sede funcionou, durante cerca de 30 anos, na Rua 5 de Outubro, no local onde hoje funciona o armazém do Grémio da Lavoura.
O actual quartel foi inaugurado em 17 de Janeiro de 1954, e a sua construção deve-se, principalmente aos esforços desenvolvidos pelo então presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários, o Eng. António Justino Mexia da Costa Praça.
Para manter as funções e actividades sociais a que se propuseram aquando a sua fundação, os Voluntários de Montemor necessitam que o seu quartel seja renovado e ampliado, de forma a responder ás actuais necessidades, um plano que, apesar de já estar aprovado, necessitará certamente do contributo de todos para a sua efectivação.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A taberna do Armando da Viuva

Inicialmente conhecida por venda da viúva do Germano, a Taberna do Armando fica situada na Rua das Flores, ali paredes meias com o Largo dos Paços do Concelho, numa zona que antigamente era conhecida como “a ilha do toucinho”.
Daquilo que foi uma das mercearias e tascas (tenha os dois espaços num só) mais conhecidos e característicos de Montemor em meados do século passado, ainda resta a velha taberna, agora um pouco mais modernizada, mas onde ainda existe o velho banco de madeira, a mesinha junto à janela, onde se jogava a bisca ou a sueca e se lia o jornal, e algumas velhas fotografias pela parede. Claro que já não há as velhas sandes de coirates, e outros petiscos da época, com os quais a D. Constança ajudou a matar a fome a muita gente.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Escola Conde Ferreira

Situada no Largo da escola nova, na zona histórica da cidade, a escola Conde Ferreira foi uma das muitas escolas mandadas construir por João Ferreira dos Santos, o Conde Ferreira, natural de Vila Meã, Amarante.
Construída em 1871, foi a primeira, e durante muitos anos a única, escola primária do concelho.
Depois da construção de uma nova escola para o ensino primário masculino, foi dedicada ao ensino primário feminino.
Sofreu, ao longo do tempo, diversas alterações, tendo mesmo chegado a funcionar como anexo da antiga Escola Industrial no início dos anos 60 do século passado. Voltou depois à sua primitiva função de escola primária, funcionando hoje de novo como escola mista com quatro salas de aulas, um grande corredor, uma biblioteca, um pátio interno com um pequeno campo de jogos e um pequeno telheiro.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Convento de São Domingos

O convento de São Domingos foi um dos maiores dos oito conventos existentes em Montemor durante os séculos XVII E XVIII.
Começado a construir, por iniciativa do casal montemorense Manuel Fragoso e D. Brites Negreiros, em 1565, no local onde já existia uma capelinha gótica pertencente à mesma Ordem. O convento viria a ter uma construção muito demorada, pois só em 1619 o convento e a sua igreja foram ocupados pela Ordem religiosa dos Dominicanos, que nele colocaram uma dúzia de religiosos.

O convento, que serviu ainda de sede a diversas confrarias, foi extinto pelo decreto de Maio de 1834, que acabou com as ordens religiosas em Portugal.
Encerrado pela Fazenda, foi adquirido em hasta pública por Valentim José Salvação, e, mais tarde, pelo lavrador montemorense António Joaquim Marques dos Santos.

O Grupo de Amigo de Montemor adquiriu o convento, põe escritura pública de Maio de 1972, à família Marques dos Santos, recuperando o edifício, que se encontrava bastante degradado, e nele instalou, para além da sua sede, um Centro Cultural, onde funciona um Museu de Arqueologia, uma biblioteca, um Museu Etnográfico, um Museu de Olaria, um Auditório Polivalente, e uma Galeria de exposições.
A igreja deste convento, quase na totalidade revestida a azulejos, está classificada como Imóvel de Interesse Público.