Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

A Sopa dos Pobres

Foi, segundo consta, cerca de 1915 que surgiu, através de uma iniciativa privada, a “Sopa dos Pobres” em Montemor.
Tentava-se assim ajudar, pelo fornecimento de algum alimento, aqueles cuja pobreza era por demais evidente.
Sofrendo das limitações de uma obra de carácter particular, teve algumas interrupções no seu funcionamento, até que em 1930, com a entrada para o grupo de beneméritos de mais algumas senhoras das famílias mais abastadas de Montemor, em especial da D. Maria Eduarda Praça Cunhal, a obra renasce e ganha força.
Por volta de 1947 o Governador Civil d Évora propõe que o seu nome seja mudado para “Sopa de S. João de Deus”, ao que o povo de Montemor nunca aderiu, continuando a clamar-lhe sempre “Sopa dos Pobres”.
O edifício próprio, situado em terrenos contíguos ao Hospital, devidamente apetrechado para a função a exercer, e cuja falta há muito se fazia sentir, foi construído em 1953, mais uma vez por iniciativa da D. Maria Eduarda, e nele passou a ser distribuída, aos idosos mais necessitados de Montemor, uma refeição quente diária, além de um donativo em dinheiro para fazer face a algumas outras necessidades.
A instituição, que sempre viveu com o dinheiro das cotizações, dos donativos e dos subsídios do Estado e da Câmara, sobreviveu até à altura em que os gastos começaram a ser superiores ás receitas, o que obrigou ao encerramento da sua actividade por volta de 1971.
O edifício foi depois cedido aos Irmãos de S. João de Deus, que nele inauguraram o Museu Tauromáquico em Setembro de 1973.
Em 1974 o museu foi transferido para o Convento de S. Domingos, e o edifício da “sopa dos pobres” foi ocupado por uma comissão de moradores da zona, que viria mais tarde também a extinguir-se, sendo o edifício cedido à Santa Casa da Misericórdia de Montemor, que, feitas as necessárias remodelações, o adaptou a Lar de idosos, função que ainda hoje cumpre.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Citroen Ladies Open de Montemor

Com o patrocínio da Citroen Portugal e o apoio da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesia de N.ª S.ª do Bispo e de N.ª S.ª da Vila, do Governo Civil de Évora, do Instituto do Desporto de Portugal, da Associação de Ténis do Alto Alentejo, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, e vários contratos publicitários de empresas locais, decorreu entre os dias 6 e 14 e Junho, nas instalações do Clube de Ténis de Montemor-o-Novo, a 10ª edição do “Citroen Ladies Open de Montemor”
Mais uma vez o CTMN, e apesar de a altura não ser a mais propícia, devido à situação económica que atravessamos, conseguiu levar por diante esta iniciativa, que, anualmente, e por contar para o ranking mundial WTA tour, traz a Montemor um excelente lote de jogadoras internacionais, proporcionando-nos a oportunidade de assistir a alguns bons jogos, e dando um excelente incentivo aos jovens da escola do Clube, que têm assim a possibilidade de contactar de perto com que já está um pouco mais à frente no percurso.
Este ano o torneio marcou a história pois, pela primeira vez, uma jogadora renovou o título conseguido no ano passado. Melanie Gloria, uma Luso Canadiana, que vive e estuda no Estado Unidos, renovou o seu título de campiã ao bater na final a Espanhola Yera Campos Molina (primeira cabeça de série do torneio) pelos parciais de 6-1 e 6-3.
Fazendo par com D. Monoz Gallegos, Melanie consegui ainda a vitória na competição de pares, batendo na final a dupla formada pelas Austríacas Lúcia Gonzalez e Renee Lampret por 7-5 e 7-6(5).
Para toda a “equipa” do CTMN os nossos parabéns, e ficamos à espera de, no próximo ano (?), já podermos ter uma representante das escolas do Clube no torneio.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

A Adegado Marques

A “Adega do Marques”, situada na Rua d'Aviz, é uma das velhas tabernas de Montemor que vai teimando em resistir ao passar dos anos.
Conhecida principalmente por ser a única que vendia vinho da casa, produzido na adega que ficava nas traseiras da taberna, era propriedade da família Marques dos Santos.
A casa era gerida pelo Sr. Daniel, cujo retrato ainda permanece numa das paredes, que há mais de sessenta anos a passou ao seu sobrinho Teodósio Tanganho, que ainda hoje é o homem que vai tentando manter a tradição, e a porta aberta.Claro que hoje já não vemos a Josefa Ventaneira, sentada à porta, a vender castanhas assadas, que o balcão sofreu algumas alterações, por “força do tempo”, mas, no geral, tudo se mantém como dantes, incluindo as velhas portas “tipo americano” e a simpatia de quem serve os clientes, que agora procuram cada vez menos os deliciosos petiscos que ali se podiam saborear.