
Desde cedo mostrou interesse em aprender, e em compreender o que se passava à sua volta.
Foi com muito sacrifício físico que, intercalando com os trabalhos do campo, concluiu o ensino primário.
Observando a mãe, foi aprendendo o uso dos remédios caseiros na cura dos males do corpo, ciência que viria a desenvolver, e sobre a qual tem hoje reconhecida competência, e um livro editado ( Ervas, usos e saberes – Edições Colibri ) que vai já na sua 5ª edição (não é anunciado na TV, mas é melhor!).
Até aos 14 anos, altura em que veio para a vila aprender o ofício de sapateiro, o José Salgueiro foi vendedor de água em feiras e romarias, vendedor de sardinhas pelos montes da região, foi trabalhador rural, ceifou, esgalhou, e tratou de hortas.
Aos 50 anos deixou de vez a profissão de sapateiro, para se dedicar a tempo inteiro a duas das suas paixões: o jogo de damas, de que é campeão, e as ervas medicinais.

Um lutador pela justiça, e um apaixonado pela Natureza, o Mestre Zé Salgueiro é um Montemorense de mérito reconhecido, e recentemente alvo de homenagem na Casa do Alentejo em Lisboa.
1 comentário:
Já conhecia o poema do Mestre Salgueiro que adicionaste no teu Blog da poesia, agora fiquei a conhecer esse homem que aos 90 anos edita o seu livro. Ainda bem que o homenageaste também neste teu belo espaço, com esta bela reportagem fotográfica.
É de louvar uma pessoa como ele, que a idade não conta, porque é um jovem na sua forma de estar na vida, lutando sempre por aquilo que acredita e idealiza.
Para ele os meus sinceros parabéns e para ti o meu bem hajas por não descurares aqueles que merecem ser reconhecidos.
Um beijinho muito grande,
Ana Paula
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