Apenas alguns quilómetros depois da sua nascente junto da barragem da Graça do Divor, o Rio Almansor encontra o seu primeiro moinho de água, de uma série de mais de vinte que existiram no seu percurso através do conselho de Montemor.
Apanhando o rio ainda “jovem”, mas já “fortalecido” com as águas de um ou dois ribeiros, que entretanto a ele se vieram juntar, o moinho dos minutos situava-se a poucas dezenas de metros do Monte dos Minutos, agora “enterrado” sob o paredão da barragem do mesmo nome que entretanto ali foi construída.

O moinho, ou o que resta dele, ainda lá continua, mas dele muito pouco consegui saber.
Parece-me que tinha apenas um engenho, e que, como muitos dos seus “irmãos” do Rio Almansor, deve ter deixado de laborar nos finais da década de quarenta do século passado.
Para além do espaço do moinho propriamente dito, a construção incluía espaços para habitação do moleiro, uma cocheira para animais, e um forno, tendo, segundo consta, a habitação continuado a ser usada durante alguns anos após o fim da laboração do moinho.

O estado actual é de completa ruína.





