quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Adegado Marques

A “Adega do Marques”, situada na Rua d'Aviz, é uma das velhas tabernas de Montemor que vai teimando em resistir ao passar dos anos.
Conhecida principalmente por ser a única que vendia vinho da casa, produzido na adega que ficava nas traseiras da taberna, era propriedade da família Marques dos Santos.
A casa era gerida pelo Sr. Daniel, cujo retrato ainda permanece numa das paredes, que há mais de sessenta anos a passou ao seu sobrinho Teodósio Tanganho, que ainda hoje é o homem que vai tentando manter a tradição, e a porta aberta.Claro que hoje já não vemos a Josefa Ventaneira, sentada à porta, a vender castanhas assadas, que o balcão sofreu algumas alterações, por “força do tempo”, mas, no geral, tudo se mantém como dantes, incluindo as velhas portas “tipo americano” e a simpatia de quem serve os clientes, que agora procuram cada vez menos os deliciosos petiscos que ali se podiam saborear.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Rua da Parreira


Foi como “Rua da Parreira” que a conheci, mas, parece que anteriormente já se terá chamado “Rua de Santo André”.
Situada no centro histórico da antiga vila de Montemor, fazia a ligação entre a antiga Praça do Peixe e o Terreiro do Espírito Santo, e nela se situava a Albergaria de Santo André, que viria a juntar-se com a Albergaria do Espírito Santo, que ficava nas proximidades, dando origem ao Hospital do Espírito Santo e Santo André, o primeiro hospital da vila.
A Rua da Parreira, como eu a conheci, e como já seria certamente antes disso, pela sua localização, era uma rua importante, de muito comércio e muito movimento. Nela existiam casa de todo o género, desde tabernas a talhos, de mercearias a barbeiros, etc.. Uma das casas que lá existia, e que parece que é a única que ainda hoje resiste, é a Oficina do Zé Ramalho (antiga Latoaria Pisco), onde trabalhava um homem que dava pelo nome de Germano Vidigal, que um dia foi preso pela PIDE, e depois “apareceu morto” no quartel de GNR local.
É em sua homenagem que hoje a rua ostenta o nome de “Rua Germano dos Santos Vidigal”.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Fanfarra dos Bombeiros

Apesar de ter existido uma primeira fanfarra, composta apenas por um terno de cinco clarins, entre 1946 e 1954, a actual Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo foi criada em 1972 pelo bombeiro António Lambuça, conjuntamente com José Guerra, João Coelho (actual comandante) e Florindo Pais (actual chefe da Fanfarra). O grupo inicial era composto apenas por dez elementos, e as dificuldades financeiras eram muitas, mas o entusiasmo e determinação eram maiores ainda, e, com o esforço do Comandante Fragoso, do 2º Comandante Rabino, do Presidente António Borges, e de algumas outras individualidades, a Fanfarra cresceu rapidamente e teve a sua primeira apresentação logo pelo aniversário da corporação e a sua primeira saída ( a Lavre) pela altura das festas da Vila.
Desde 1973 que a Fanfarra integra elementos de ambos os sexos, e chegou mesmo a existir uma Fanfarra juvenil, que entretanto teve que acabar devido aos custos com fardamentos serem muito elevados.
O Chefe Florindo Pais é o homem que está à frente da Fanfarra, à qual tem entregue todo o seu esforço e dedicação, ao longo dos seus 37 anos de existência, da qual Montemor muito se orgulha.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Grupo Desportivo do Reguengo / S. Mateus

O Grupo Desportivo do Reguengo / S. Mateus é um pequeno clube, que, como todos os pequenos clubes de bairro ou de freguesia – como é o caso – foi criado e vive à custa da paixão e boa vontade de uma dúzia de pessoas.
Com alguns bons resultados desportivos obtidos ultimamente na área do atletismo, o grupo espera pela existência de uma pista, afim de poder melhorar ainda mais as prestações dos seus atletas.