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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Igreja de Santa Maria do Bispo

Foi dos primeiros edifícios religiosos a ser construído dentro do perímetro do castelo de Montemor, após a sua reconquista aos Mouros, havendo referências a esta igreja, por parte do Bispo D. Soeiro II, em 1206.
Era um edifício grandioso, de dimensões invulgares, com uma abóbada apoiada em 14 colunas de pedra, três naves, chão em lajes de pedra.
Era um templo muito rico, com as paredes cobertas de frescos, um valioso espólio religioso, e nele se encontrava, junto da entrada principal, a pia baptismal onde, em 1485, foi baptizado S. João de Deus.
O edifício beneficiou de três profundas remodelações, em épocas diferentes, mas foi particularmente arruinado, pelo terramoto de 1755.
O mau estado do edifício, e o progressivo afastamento da população para fora das muralhas do castelo, ditaram a mudança da sede da freguesia para a Igreja de S. João de Deus (actual Matriz), que herdou todo o património religioso e artístico do velho templo, incluindo a pia baptismal.

Com a desactivação do templo, a degradação do espaço foi aumentando, tendo chegado (como foi uso corrente na época) a serem retiradas muitas pedras das paredes para servirem para as novas construções foras das muralhas.
Hoje encontra-se com o pavimento interior cheio de mato, e das paredes já muito pouco resta para além do pórtico da entrada principal, a zona do altar-mor, e da sacristia, tendo o telhado desaparecido completamente.
Classificada de Monumento Nacional, merecia maior atenção!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Igreja de S. João Baptista do Castelo


Desconhece-se a data exacta da sua construção, que é anterior a 1302.
Localizada junto do Palácio dos Alcaides, era sede da mais pequena das quatro freguesias da antiga Vila.
Por ser uma paróquia pequena e pobre, a igreja nunca sofreu grandes obras de remodelação.
De planta rectangular, com a capela-mor ligada à nave por um arco, a igreja tem aquela que devia ser a entrada principal, a da fachada Sudeste, assim como a porta da fachada Sudoeste, fechadas com tijolo, sendo actualmente o acesso feito apenas pela porta da fachada noroeste.
A capela-mor é coberta por uma cúpula hemisférica (de construção posterior) encimada por uma lanterneta de quatro óculos, e a nave coberta por uma abóbada de berço.
Na fachada sudeste, sobre aquela que seria a entrada principal, ergue-se uma espadana de duas frestas com arcos, que se pensa ser de construção mais recente, onde estavam colocados os sinos.
Anexas à igreja, e comunicando com esta pelo lado noroeste da nave, encontra-se a sacristia, e a pequena capela de N. Sr.ª do Rosário, que se supõe ter sido construída em meados do sec. XV, provavelmente como estrutura funerária.
A freguesia foi extinta nos finais do sec. XVIII, e integrada na freguesia de N. Sr.ª do Bispo no início do sec. XIX.

Fonte: revista Almansor nº6

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A Torre do Relógio

Como esta irá ser a última publicação deste ano (uma pausa pelo Natal para abrir as prendas), a Pedra da Manteiga vai hoje voltar ao castelo, desta vez para falar da “Torre Rainha”, a Torre do Relógio.
É uma torre quadrangular, da época Medieval, onde está inserida a “Porta da Vila” ou “Porta de Santarém”; é encimada por um campanário Manuelino com aberturas trespassadas, e coroado com pequenas torres cónicas; contém dois relógios, um de Sol, em mármore, situado nas paredes laterais, e um outro mecânico, que deixou de funcionar há já alguns anos; o acesso é feito por escadaria exterior.





É a torre mais bela e mais bem conservada de todo o castelo, tendo-se tornado no símbolo da cidade, e orgulho dos Montemorenses.
De qualquer parte da cidade, se olharmos para o alto, ela lá está, altaneira, vigiando-nos, e trazendo-nos à lembrança o grandioso passado histórico desta terra.





terça-feira, 2 de outubro de 2007

Torre da má-hora

Volto hoje ao castelo para falar da torre-da-má-hora (ou torre de menagem), uma das torres que faziam parte do conjunto de muralhas do castelo.
Esta torre, de planta rectangular, rematada por ameias piramidais com acesso por escada interior, tem nela uma das portas de acesso ao castelo (a porta de Santiago ou porta de Évora), e está ligada a uma das lendas de Montemor, à qual deve o seu nome.
Conta-se que, durante o cerco das tropas de D. Afonso Henriques à vila, houve um dos guardas Mouros que uma noite se esqueceu de trancar convenientemente esta porta. E, em “má-hora” o fez, pois as tropas que cercavam o castelo, apercebendo-se do facto, forçaram a entrada e tomaram a vila.

terça-feira, 10 de julho de 2007

A pedra da Manteiga


Até agora não consegui ainda saber qual a origem deste nome, dado a uma pedra em forma de meia esfera rodeada de um degrau que serve de banco a que quer descansar e observar a bela paisagem que dali se desfruta.
Situada junto da Torre do Anjo, esta pedra está, juntamente com essa torre, ligada a uma das lendas do castelo de Montemor, mais precisamente à “Lenda da Moura encantada”!


Lenda da Moura encantada:

Conta esta lenda que, ainda os Mouros andavam por Montemor, a filha do governador árabe se apaixonou por um cavaleiro cristão. O pai, desaprovando este amor, enfeitiçou a filha, transformando-a em espírito, e encerrou-a numa das torres do castelo.
Reza a lenda que a princesa aparece todas as noites na Torre do Anjo e na “Pedra da Manteiga” à procura do seu amado.
Todos os Montemorenses que ali passassem e a vissem, ficavam de tal modo apaixonados, que se suicidavam por não verem realizado o seu amor.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Torre do Anjo ou Torre do Bispo

Situada no extremo Ocidental do castelo, a torre do anjo é uma torre quadrangular, com abóbada em forma de cúpula, e que, em conjunto com uma outra torre mais pequena, também de formato quadrado, ladeia a porta Este do castelo, conhecida como “Porta do Anjo” ou “Porta do Bispo”.
O seu nome pensa-se que deve estar ligado a uma pequena capelinha que se julga ter existido junto à torre, e dedicada a Nª Senhora após a consagração de Portugal ao Anjo da Guarda. Mais tarde passou também a ser conhecida como “Torre do Bispo” pela sua proximidade à igreja da Matriz do Bispo.
(fonte consultada: levantado do chão – castelo – edição CMMN)