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terça-feira, 7 de junho de 2011

O Moinho do Ananil



O Minho do Ananil fica situado umas centenas de metros a jusante do Porto das Lãs de Baixo, numa zona que foi das mais bonitas do Rio Almansor, na sua passagem por Montemor.


Este moinho, com os seus dois pisos e três engenhos, era dos mais importantes do conjunto de mais de vinte situados junto do Almansor na sua passagem pelo concelho de Montemor.


 Hoje pertença da autarquia, foi um dos últimos a deixar de moer, e encontra-se em visível mau estado, em consonância, diga-se, com toda a zona, que, por falta de limpeza do leito do rio, e pela poluição do que resta da sua corrente, perdeu toda a sua antiga beleza.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Porto das Lãs de Baixo


Depois de ter falado do Porto das Lãs de cima, seria forçoso falar também do Porto das Lãs de baixo.
Situado uma centena de metros a jusante do anterior, o Porto das Lãs de baixo é o local onde a estrada que leva ao Reguengo de São Mateus atravessa o Rio Almansor.

Como o antigo caminho era destinado apenas a quem caminhava a pé, ou de bicicleta, a passadeira tem apenas a largura suficiente para esse fim; a estrada propriamente dita passa pelo leito do rio, e, quando este corria com maior caudal, ficava cortada. Presentemente o rio tem um pequeno caudal, e, apenas com grandes chuvadas a passagem dos carros fica impedida.
É neste local, mais precisamente na margem esquerda e junto da passadeira, que a Ribeira do Gandum (presentemente bastante poluída) se junta ao rio.

Na outra margem existia a venda do Abelha (hoje Restaurante “a Ribeira”), onde, depois de uma boa tarde de banhos no pego do Canal, a rapaziada gostava de ir fazer um lanchinho para aconchegar o estômago.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Porto das lãs de cima


Uma das zonas do Rio Almansor que me traz muitas recordações, é o Porto das lãs de cima; isto porque, umas dezenas de metros a montante das passadeiras que se existem na zona onde uma antiga estrada romana atravessava o rio, se encontra o “pego do canal”.

O “pego do canal”, que mais não é do que a represa feita para alimentar o canal que conduzia a água para o funcionamento do moinho da Soberba (mais conhecido por moinho do Brito ou moinho do porto das lãs), foi, nos meus tempos de juventude, uma das três “praias” da rapaziada de Montemor.

Situado numa zona rodeada de quintas, uma das quais com uma nora, foi aqui que muitos de nós tivemos as nossas primeiras “aulas de natação”, e onde passávamos alegremente muitos dos nossos tempos livres quando o calor começava a apertar.


A zona, de resto como todo o curso do rio, está agora menos bonita, embora ainda se vejam algumas quintas bem arranjadas. Falta, para além de resolver o problema da poluição das poucas águas que ainda correm no rio, limpar o leito e as margens do lixo e ramos velhos que se vão acumulando.

O rio serviu a cidade durante muitos anos; não lhe devíamos virar as costas!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Moinho do Borrazeiro


O moinho do Borrazeiro, o segundo do percurso do Rio Almansor pelo concelho de Montemor, situava-se numa zona em que o caudal do rio tomava já uma dimensão apreciável, e entre as duas primeiras pseudo-barragens existentes na parte montante do rio; falamos do “Pego do Borrazeiro” e do “Pego da Rata”.
Era o Borrazeiro um moinho já com alguma importância, pois que tinha dois engenhos e direito a moleiro efectivo.
A sua levada recolhia a água do “Pego do Borrazeiro”, que era um local aprazível e rodeado de amieiros, salgueiros e freixos.
O moinho parou à mais de 50 anos, depois de o seu último moleiro ter sido assassinado, encontrando-se hoje em ruínas, descaracterizado, e incluído numa exploração pecuária.
A jusante do moinho, e recebendo a água que passava pelos seus engenhos, ficava o “pego da Rata” que, por apresentar um longo areal livre de pedras, era uma sugestiva, mas perigosa, praia fluvial.

Toda esta zona era de grande beleza, e muito frequentada por lavadeiras e pescadores, que, nestas águas límpidas, podiam pescar barbos, enguias, bogas, rãs, e até mesmo bivalves (amêijoa branca).
No meio deste pego, do qual partia uma levada para alimentar os engenhos do moinho da ponte de Évora (o terceiro do percurso do rio) existia uma pequena ilhota onde era possível encontrar lontras, rolas e galinhas-d’água.
Hoje o leito encontra-se praticamente sem água e a necessitar de limpeza.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Moinho dos Minutos


Apenas alguns quilómetros depois da sua nascente junto da barragem da Graça do Divor, o Rio Almansor encontra o seu primeiro moinho de água, de uma série de mais de vinte que existiram no seu percurso através do conselho de Montemor.
Apanhando o rio ainda “jovem”, mas já “fortalecido” com as águas de um ou dois ribeiros, que entretanto a ele se vieram juntar, o moinho dos minutos situava-se a poucas dezenas de metros do Monte dos Minutos, agora “enterrado” sob o paredão da barragem do mesmo nome que entretanto ali foi construída.


O moinho, ou o que resta dele, ainda lá continua, mas dele muito pouco consegui saber.
Parece-me que tinha apenas um engenho, e que, como muitos dos seus “irmãos” do Rio Almansor, deve ter deixado de laborar nos finais da década de quarenta do século passado.
Para além do espaço do moinho propriamente dito, a construção incluía espaços para habitação do moleiro, uma cocheira para animais, e um forno, tendo, segundo consta, a habitação continuado a ser usada durante alguns anos após o fim da laboração do moinho.


O estado actual é de completa ruína.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Pego do Poço

Quando, há cerca de 50 anos, o Rio Almansor tinha ainda um caudal de razoável dimensão, existiam no seu percurso junto de Montemor algumas zonas de grande volume de água. Três dessas zonas, de que o pego do Poço é uma delas, foram verdadeiras “escolas de natação” para várias gerações, de que a minha deve ter sido a última.
O local dividia-se em duas partes – o Pego do Poço de cima, e o Pego do Poço de baixo – divididas pela parede de retenção que atravessava o rio. A parte superior era maior e menos profunda, e, a parte de baixo, porque mais perigosa, era apenas para os que já sabiam nadar melhor.
Não sei ao certo a origem do nome, mas, segundo penso, e julgo ter ouvido um dia, existe no local, junto da margem esquerda do rio, um poço que terá servido para abastecimento público da vila. O poço, e a casa com a bomba, ainda lá estão, e junto dela uma casa de habitação que foi utilizada durante muito tempo, e que agora está em ruínas e abandonada, como todo o local.
Com a Ermida de S. Pedro da Ribeira e a velha ponte romana ali perto, e situado numa das entradas da cidade, este troço do rio mostra bem o trabalho que é necessário levar a cabo para restituir ao Almansor a sua dignidade.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A Ponte de Évora

Construída quando do alargamento da estrada nacional 114, em 1957, é uma das quatro pontes que, em Montemor, permitem a passagem sobre o Rio Almansor.
Com 11 mts de largura, veio substituir a antiga ponte de origem romana que existia alguns metros a montante do local onde está construída. O facto de ter sido erguida num local diferente, devido a um pequeno desvio efectuado na estrada, teria possibilitado que, a antiga ponte – onde chegou a ser cobrada uma taxa para o seu atravessamento – tivesse sido preservada, pois fazia parte do nosso património histórico.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Ponte do Comboio

A velha ponte de ferro, com 102 mts de comprimento, construída sobre o Rio Almansor na zona situada junto à barroca, teve a sua inauguração a 2 de Setembro de 1909, e destinava-se à passagem do comboio sobre o rio.
Com a extinção do ramal de Montemor, em 1967, a ponte deixou de ser utilizada, deixando também de ser feita a sua manutenção.
Presentemente encontra-se em obras de recuperação e remodelação, e, dentro em pouco, terá uma nova utilização, que lhe devolverá a beleza e dignidade.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Moinho do Raimundo








Nos tempos em que a água, límpida e cristalina, abundava no rio, este era um local paradisíaco. Ainda nos dias de hoje é um dos recantos mais bonitos do Almansor.







O último moleiro do moinho do Raimundo, o Sr. “Zé da Gaita”, foi um moleiro de fama, e ainda hoje vive no local.
O moinho, de dois engenhos, iniciou a laboração em 1945 e funcionou até o início dos anos 70, sempre movido a água e com mós nacionais, pois o Sr. José Inácio sempre recusou a montagem de maquinaria estrangeira. Por fim, clientes a menos e encargos a mais foram as razões para o fim do rodar das mós.





O moinho foi vendido, em 1972, a Alfredo Salgueiro Baptista, ficando o ex-moleiro como empregado do novo proprietário. Todo o espaço se encontra recuperado sem que o velho moinho tenha sido descaracterizado, e sem que este bonito recanto do rio tenha perdido a sua beleza.


quarta-feira, 18 de abril de 2007

Moinho do Álamo





Moinho do Álamo Tenho hoje para mostrar mais um dos moinhos que se situavam ao longo do Rio Almansor. O Moinho do Álamo, património inicial da Casa Agrícola de Filipe Malta,
é um moinho que remonta ao século XIX, e que era provido
de três engenhos. Hoje propriedade do empresário Campos Henriques, o Álamo tem a cara lavada, foi reconvertido num projecto de turismo rural, e, do antigo moinho, apenas resta a “levada” e a maravilha do local, pois os edifícios sofreram a necessária remodelação para a sua sobrevivência.
http://www.moinhodoalamo.pt/








terça-feira, 20 de março de 2007

Moinho da Ponte de Évora











O rio Almansor contou, no seu percurso, em volta de Montemor, desde a nascente até aos Castelos Velhos, com um grande número de moinho de água – há quem fale em dezoito, há quem conte vinte e um, e até já vi escrito 28 (Almansor, N.º 3, 1985).
O moinho da Ponte de Évora, também conhecido pelo moinho da Bélinha, é um desses moinhos. Não se conhecendo a data da sua construção, tem alguns pormenores que lembram arquitectura Árabe, e foi inicialmente propriedade de Domingos José Marques de Aguiar, passando a partir de 1900, por arrendamento, a ser explorado por José Luís Branquinho, avô da actual proprietária, Maria Isabel Branquinho Rico.
Este moinho, de três engenhos, trabalhou até aos anos 50 do século passado, sendo “Cabeça de Águia” o seu último moleiro.
Actualmente estão em curso projectos para a realização de algumas obras de recuperação da estrutura.