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terça-feira, 30 de março de 2010

Rua do Quebra-costas

Esta rua, bastante íngreme, fazia a ligação entre a Praça Nova, que tinha sido construída fora da zona amuralhada da vila (substituindo a antiga praça intra-muros) junto da Porta da Vila, e a Praça Velha do arrabalde (hoje Praça Cândido dos Reis ).
Já em 1653 a rua terminava nas escadarias que hoje ainda mantém.
O seu nome deve-se ao facto de a mesma cortar (quebrar) a encosta na qual se situa.
Na rua podemos ainda ver, embora em más condições de conservação, o edifício apalaçado do Sec. XVI da casa dos Fragosos Amado (nº 4 e 6), onde funcionou primeiramente o colégio “Mestre D’Aviz”.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Rua da Parreira


Foi como “Rua da Parreira” que a conheci, mas, parece que anteriormente já se terá chamado “Rua de Santo André”.
Situada no centro histórico da antiga vila de Montemor, fazia a ligação entre a antiga Praça do Peixe e o Terreiro do Espírito Santo, e nela se situava a Albergaria de Santo André, que viria a juntar-se com a Albergaria do Espírito Santo, que ficava nas proximidades, dando origem ao Hospital do Espírito Santo e Santo André, o primeiro hospital da vila.
A Rua da Parreira, como eu a conheci, e como já seria certamente antes disso, pela sua localização, era uma rua importante, de muito comércio e muito movimento. Nela existiam casa de todo o género, desde tabernas a talhos, de mercearias a barbeiros, etc.. Uma das casas que lá existia, e que parece que é a única que ainda hoje resiste, é a Oficina do Zé Ramalho (antiga Latoaria Pisco), onde trabalhava um homem que dava pelo nome de Germano Vidigal, que um dia foi preso pela PIDE, e depois “apareceu morto” no quartel de GNR local.
É em sua homenagem que hoje a rua ostenta o nome de “Rua Germano dos Santos Vidigal”.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Largo do Correio

O “largo do correio” – hoje “Largo da Liberdade” – deve o seu nome ao facto de nele se ter localizado o antigo posto dos Correios Telégrafos e Telefones.
Localizado na antiga zona histórica da vila, tinha de um lado a R. de Stº António (antiga rua dos Oleiros) e do outro a R. Verde (onde nasceu S. João de Deus).
Era um largo amplo, de terra batida, sem árvores nem bancos para descansar à sombra das mesmas, sem carros estacionados, mas com todas as casas habitadas, e com um razoável movimento de pessoas.
O largo era também “sede” de um grupo de rapaziada da zona, que aqui fazia as suas festas dos Santos Populares, e, quando a polícia não estava por perto – nesse tempo havia polícia, e respeito (medo) pela mesma – aqui realizava os seus jogos de futebol.
Apesar do seu novo nome, e do seu novo aspecto, penso que era nesse tempo que o “Largo doo Correio” tinha mais vida e mais liberdade.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Praça General Humberto Delgado



Já se chamou “Largo das portas do Sol” , conheci-o como “Largo de Serpa Pinto”, e hoje chama-se “Largo General Humberto Delgado”.
Foi uma das bonitas praças de Montemor, mas hoje nela existem alguns edifícios, cuja nobreza de outros tempos, deu lugar à degradação e ao abandono.
É neste largo que se encontra o monumento, mandado erguer pelo município, aos mortos do concelho na 1ª grande guerra.