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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

       A Venda da ponte de Évora ficava situada na estrada nacional 114, na saída de Montemor para Évora, junto à ponte sobre o rio Almansor.
       Era um local de convívio, onde no fim da tarde, o Sr. Leonel tinha sempre um petisco, e onde, entre uma jogatana ao "31" e dois dedos de conversa, se esquecia um pouco as agruras de um dia de trabalho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alkimia café


Estávamos nos finais da década de 60 (do século passado) quando, pelas mãos dos irmãos Ribeiro, o café "Pérola do Rossio" abriu as suas portas.
Desde o início, com os dois irmãos, ou depois já com apenas um, à frente dos seus destinos "A Pérola" sempre foi um café simpático, e onde me senti bem e entre amigos.
Desde sempre frequentado pela juventude (lá passeio muitas horas de estudo), "A Pérola" chegou mesmo a ter a sua equipa de futebol de salão a competir nos torneios de verão do União.
Com a saída da família Ribeiro, o café mudou várias vezes de dono, e de nome, sem ter, no entanto, perdido o seu ar jovem e acolhedor.
Hoje, com o nome de Alkimia, e como eles próprios dizem, é um espaço que é difícil de definir como bar, como café, ou como restaurante.
Com uma decoração de cores fortes, e com a espinha de um peixe como símbolo, continua a ser um dos espaços de Montemor eleitos pela juventude, e não só...!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Porto das Lãs de Baixo


Depois de ter falado do Porto das Lãs de cima, seria forçoso falar também do Porto das Lãs de baixo.
Situado uma centena de metros a jusante do anterior, o Porto das Lãs de baixo é o local onde a estrada que leva ao Reguengo de São Mateus atravessa o Rio Almansor.

Como o antigo caminho era destinado apenas a quem caminhava a pé, ou de bicicleta, a passadeira tem apenas a largura suficiente para esse fim; a estrada propriamente dita passa pelo leito do rio, e, quando este corria com maior caudal, ficava cortada. Presentemente o rio tem um pequeno caudal, e, apenas com grandes chuvadas a passagem dos carros fica impedida.
É neste local, mais precisamente na margem esquerda e junto da passadeira, que a Ribeira do Gandum (presentemente bastante poluída) se junta ao rio.

Na outra margem existia a venda do Abelha (hoje Restaurante “a Ribeira”), onde, depois de uma boa tarde de banhos no pego do Canal, a rapaziada gostava de ir fazer um lanchinho para aconchegar o estômago.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Café Fragoso


Em meados do século passado, o Largo da rua Nova era o centro da actividade da vila, e era nele que se situava o Café Fragoso, ponto de encontro de locais e forasteiros.
Diz-se que, nos tempos da guerra, em que a informação escrita era pouca, e com a rádio a ser ainda uma coisa de poucos, era num placar colocado à porta do café que eram afixadas as notícias que iam chegando sobre o conflito, lado a lado com as notícias do desporto.
Foi também, no interior do café, que existiu uma das primeiras (senão a primeira) cabine de telefone pública da terra, numa altura em que, na vila, os assinantes não chegavam a uma centena.
Mais tarde, com o aparecimento da televisão, o Café Fragoso voltou a estar na dianteira e foi das primeiras casas a adquirir a “caixa mágica”. Era pois normal ver a rapaziada mais nova escondida debaixo das mesas e das cadeiras do café, para que o Sr. Virgílio não os visse, e poderem assistir às “Aventuras do Zorro”, ou às tardes infantis com o “Gato Félix”.
Com a progressiva deslocação do “coração” de Montemor para a outra ponta da Rua Nova, o café perdeu algum do seu fulgor, mas, ainda hoje é ponto de encontro de taxistas e outra gente que dá vida ao comércio daquela zona da cidade.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Cantinho


Relembro hoje mais uma antiga taberna de Montemor, “O Cantinho”, situada no Largo da rua Nova (mais propriamente naquela que hoje se chama “Rua de Lavre”), logo ali nas traseiras do velho Passo.
Propriedade do Sr. Joaquim, era uma casa pequena e apenas com a luz de uma pequena janela, onde as iscas (temperadas pela D. Aldonza) eram um petisco que não se podia perder.
No exterior, junto da janela, a existência de um banco corrido, de madeira, era, nos dias  mais quente, um convite a uma amena cavaqueira e ao desfrutar da fresca sombra existente durante a tarde.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Adegado Marques

A “Adega do Marques”, situada na Rua d'Aviz, é uma das velhas tabernas de Montemor que vai teimando em resistir ao passar dos anos.
Conhecida principalmente por ser a única que vendia vinho da casa, produzido na adega que ficava nas traseiras da taberna, era propriedade da família Marques dos Santos.
A casa era gerida pelo Sr. Daniel, cujo retrato ainda permanece numa das paredes, que há mais de sessenta anos a passou ao seu sobrinho Teodósio Tanganho, que ainda hoje é o homem que vai tentando manter a tradição, e a porta aberta.Claro que hoje já não vemos a Josefa Ventaneira, sentada à porta, a vender castanhas assadas, que o balcão sofreu algumas alterações, por “força do tempo”, mas, no geral, tudo se mantém como dantes, incluindo as velhas portas “tipo americano” e a simpatia de quem serve os clientes, que agora procuram cada vez menos os deliciosos petiscos que ali se podiam saborear.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Leitaria

Pelos muitos anos da sua existência, muitos se lembrarão, neste lugar, apenas da “Casa Catita”. Agora já com restaurante, foi, primeiramente apenas o “Café Catita”.
Mas, se recuarmos mais um pouco, para a década de 50 do século passado, virá à nossa memória a casa que existia neste mesmo espaço, e que era “A Leitaria”.
Era “um café à moda da época”, propriedade do Sr. Coelho, onde, para além do cafezinho de saco e dos galões e garotos, havia a possibilidade de ver televisão. Isso mesmo, A Leitaria foi das primeiras casas em Montemor (juntamente com a Carlista, os Bombeiros, o café do Rádio-Cine, dos que me lembro agora) a ter um aparelho de televisão, e a rapaziada que se juntava para a brincadeira ali pelo Largo de Serpa Pinto – hoje Largo General Humberto Delgado – lá ia dar a sua espreitadela (sempre curta, pois não havia autorização para mais) à caixinha mágica.
Por ali se cultivaram muitas amizades, que rematavam mais um dia de trabalho na cavaqueira e em animadas partidas de dominó e de damas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A taberna do Armando da Viuva

Inicialmente conhecida por venda da viúva do Germano, a Taberna do Armando fica situada na Rua das Flores, ali paredes meias com o Largo dos Paços do Concelho, numa zona que antigamente era conhecida como “a ilha do toucinho”.
Daquilo que foi uma das mercearias e tascas (tenha os dois espaços num só) mais conhecidos e característicos de Montemor em meados do século passado, ainda resta a velha taberna, agora um pouco mais modernizada, mas onde ainda existe o velho banco de madeira, a mesinha junto à janela, onde se jogava a bisca ou a sueca e se lia o jornal, e algumas velhas fotografias pela parede. Claro que já não há as velhas sandes de coirates, e outros petiscos da época, com os quais a D. Constança ajudou a matar a fome a muita gente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A Laranjinha

O edifício está agora meio abandonado e um pouco degradado, mas aqui foi uma das casas mas conhecidas de Montemor; “A laranjinha”.
Não sei exactamente quando nasceu, mas penso que terá sido logo no princípio dos anos cinquenta, do século passado, que os irmãos Joaquim e José Abelha abriram esta casa.
Com um espaço de boas dimensões, tinha, de início (pelo menos do que eu me lembro dela) duas salas de refeições, e o espaço da taberna propriamente dita, onde estava o jogo que dava nome à casa: “a laranjinha”. E o que era a laranjinha? -Era um jogo tradicional, jogado num rectângulo com cerca de 3 x 6 metros (não sei as medidas certas; isto é o que me lembro assim à distância), com os lados forrados a cortiço para fazer de tabelas, em que eram utilizadas umas bolas de madeira (uma grande com 6 a 7 cm de diâmetro, para cada jogador, e uma pequena, com uns 2 cm de diâmetro, que era a laranjinha). As regras seriam entre o bilhar e a Petanca.
A casa sempre foi muito frequentada, tanto pelos jogos – além da “laranjinha” havia ainda o tradicional “31”, e algumas mesas onde se jogavam cartas – como pela qualidade da cozinha da D. Adelaide.
No final dos anos 60 a casa foi um pouco remodelada, tendo o tradicional jogo, que ocupava muito espaço, dado lugar a um jogo de bilhar e a uns matraquilhos; foram também construídas novas zonas de refeições (pequenas salas) e remodeladas as casas de banho e a cozinha.
Nessa época “A laranjinha” era local preferido por todos os estudantes que vinham de Vendas Novas para o ensino Industrial em Montemor.
Depois foi a decadência até ao encerramento, pois a abertura de outros espaços, com outras condições mais de acordo com os novos gostos das pessoas, foi condenando a maioria destas velhas casas onde o convívio social existia, nem sempre na sua melhor forma, claro, e onde até se faziam alguns bons negócios.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Adega do Zé Grande

Situada nos limites do centro histórico, ocupando um edifício de bonita traça e em bom estado de conservação situado na rua do Espírito Santo, a taberna do Zé grande é uma das velhas tabernas de Montemor.
O cheirinho dos petiscos e o som do jogo do 31 eram uma constante para quem passava junto da porta da taberna, que mais tarde criou uma outra tradição, que ainda hoje mantém, que é a do vazo de piripiri na janela, o que lhe dá um ar bem colorido.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Adega do Pechincha

Uma casa de que guardamos as melhores recordações.
Situada a meio da rua D’Aviz, a taberna do “Pechincha” era uma “tasca à maneira”, onde o bom cheirinho dos petiscos e a boa disposição do proprietário estavam sempre presentes. Era também uma das tascas que vendia cigarros avulso, no tempo em que “a vida estava difícil” e um maço inteiro tinha um preço proibido para muitos.
Ainda hoje se encontra aberta, embora o velho banco de madeira à porta já lá não se encontre.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Adega do Leocádio

Depois de umas pequenas férias, estamos de volta.

Situada na rua 1º de Maio (antiga rua do Corro ás portas do Sol), no centro histórico da cidade, no local onde agora podemos encontrar um Restaurante/Cervejaria, ficava a “taberna do Leocádio”. Muito frequentada pelos homens da zona, e não só, era um excelente lugar para um petisco e uma ponta de conversa.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Tasca Pinto

A "Tasca Pinto", ocupa o lugar onde existia uma das tabernas que fez nome em Montemor. A "taberna do Pasadas" fazia juz pelos seus petiscos, pela simpatia do seu proprietário (o Sr. António Pasadas), e por ser uma das primeiras a dispor de jogos de matraquilhos, que vieram substituir o jogo do 31 que existia na maioria das sua congeneres.